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Em defesa da fé. Em defesa de Cristo. Em defesa da Igreja – Parte 4

  • Por: Benjamin Maia
  • 14 de jun. de 2020
  • 6 min de leitura

Na primeira parte, mostrei que devemos sempre procurar obedecer às AUTORIDADES CONSTITUÍDAS, desde que elas não contrariem a VONTADE DE DEUS, e não firam Seus nobres e Santos Preceitos, andando em conformidade com a Palavra de Deus e com Justiça para si e para o povo que depende de suas decisões.

Na segunda parte, mostrei a luta pela fé e por Jesus, em um mundo completamente entregue às apostasias e ao pecado, e uma Igreja que tem lutado para ser fiel e verdadeira, em oposição à igrejas e obreiros que não são de Jesus, não obedecem e guardam a Palavra de Deus, vivendo em conformidade com o mundo e se entregando à vida e à paixões mundanas, recorrendo à deuses que têm olhos, mas não veem, têm boca, mas não falam e têm ouvidos, mas não ouvem (Sl 115:2-7; Jr 10:2-5). Também mostrei como Deus opera no meio de seu povo, para lhe proporcionar livramento de perseguições e ameaças à suas vidas e integridade. Através da História de Ester, Deus mostrou que uma das formas de levar Glória ao Seu Santo nome não é apenas impedindo alguma coisa contra seu povo, mas capacitando-o e autorizando-o a LUTAR E A SE DEFENDER CONTRA SEUS INIMIGOS.

Na terceira parte mostrei como Satanás foi derrotado por Jesus na cruz, porque acreditou que se o matasse acabaria com os planos de Salvação de Deus para com a humanidade. Tal ato logrou fracasso pois, ao invés de frustrar os planos de Deus, Satanás fez exatamente o que Deus queria, pois com sua morte na cruz, Jesus pôde se tornar o primogênito de uma nova raça. Assim como foi Adão foi o primeiro homem que veio como alma vivente, Jesus foi o último Adão que veio como espírito vivificante. Mostrei também como a fé cristã vem sendo atacada há muito tempo, principalmente neste último período em que estamos vivendo, onde as apostasias aumentaram muito, e como o cristão deve se posicionar para fazer a defesa de sua fé.

Nesta parte, falaremos sobre a luta de Martinho Lutero contra as heresias e apostasias de uma Igreja Católica que há muito já estava pervertida e desviada do caminho de Deus e de sua sã doutrina, principalmente através da venda de indulgências e as práticas de simonia, que infelizmente até hoje ainda está presente em muitas igrejas, através da VENDA DE FAVORES, VENDA DE BENÇÃOS, VENDA DE MILAGRES, VENDA DE CURAS, VENDA DE ARTIGOS MILAGROSOS, VENDA DE PROMESSAS. São abusos e manipulações que ocorrem dentro de muitas Igrejas Evangélicas que deveriam ser severamente punidos temporal e espiritualmente, pois tais atos são vergonhosos e criminosos, visando enganar um povo que sofre e busca a Deus, através das Igrejas, tentando um alívio para seus sofrimentos e também a salvação de suas almas.

MARTINHO LUTERO E SUA LUTA PELA FÉ, POR CRISTO E PELA IGREJA

Lutero, foi um clérigo Católico alemão, professor de teologia, que em 1517 fez severas críticas à Igreja Católica com relação à venda de indulgências que prometiam aos compradores uma redução no tempo que passariam no purgatório, também criticava o protecionismo da Bíblia, que praticamente era um monopólio exclusivo do clero, não permitindo que todos tivessem acesso à leitura da Bíblia. Por isso ele traduziu a Bíblia, que era em latim, para o alemão, pois ele defendia que A BÍBLIA DEVERIA SER PARA TODOS. Suas críticas eram ferinas, assim como seu humor, pois também criticava a enorme idolatria presente na adoração às relíquias, que já existia na Igreja à época utilizando um humor cortante, ele afirmou que ‘só na Alemanha haviam 26 túmulos para apenas 12 Apóstolos. Também afirmou que, com a madeira que eles diziam ter sido parte da cruz de Cristo, daria para construir um navio’. Tais críticas foram reunidas num documento denominado de “AS 95 TESES”.

As ideias de Lutero, no princípio toleradas, passaram a incomodar e a ameaçar o Poder temporal da Igreja Católica. Mesmo que as lideranças protestantes (tanto Lutero e, posteriormente Calvino) enfatizassem sua obediência às autoridades instituídas, isto é, aos príncipes e ao Imperador do Sacro Império Romano-Germânico (Carlos V), eles imaginavam que promoveriam uma mudança teológica e eclesial, mas sem alterar a ordem política vigente. Não queriam misturar religião com política, separando-os um do outro. Também ainda se apoiavam na Teoria da Obediência Passiva herdada dos primórdios do Cristianismo.

Tais atitudes incomodaram o Papa Leão X, que em 1520, escreveu um documento exigindo que ele se retratasse e ameaçando-o com Excomunhão. Lutero respondeu, ateando fogo ao documento do Papa em plena praça pública, uma crise política na Alemanha foi instaurada e ele foi convocado para se retratar. Em 1521, uma Assembleia, que ficou conhecida como , foi convocada pelo imperador Carlos V, para que Lutero se retratasse.

Lutero foi acusado pela liderança da Igreja Romana de estar pervertendo a fé e que ele deveria se arrepender, informando que se ele renunciasse a tudo o que ele escreveu e ensinou, ele seria perdoado. Como resposta ele afirmava sempre a mesma coisa: “A menos que possa ser refutado e convencido pelo testemunho da Escritura e por claros argumentos (visto que não creio no papa, nem nos concílios; é evidente que todos eles frequentemente erram e se contradizem); estou conquistado pela Santa Escritura citada por mim, minha consciência está cativa à Palavra de Deus: não posso e não me retratarei, pois é inseguro e perigoso fazer algo contra a consciência. Esta é a minha posição. Não posso agir de outra maneira. Que Deus me ajude. Amém!”. Resumindo sua fala ele disse que mudaria tudo o que escreveu se eles o convencessem através das Escrituras Sagradas e por sua consciência cativa à de Cristo, que ele estaria cativo à pessoa errada, pois para Lutero era:

Lutero resistiu às pressões da Igreja no intuito de demovê-lo a continuar com suas ideias, não ideias de fazer algum tipo de reforma na igreja, mas ideias de luta pela fé genuína e verdadeira, que o fez enfrentar o poder e autoridade da igreja católica poderosa, que naquele tempo tinha tanto poder terreno que mandava mais que Reis. Ele se salvou da pena de morte (morreu em 1546 de morte natural), mas não escapou da excomunhão. Porém suas palavras abalaram os pilares da Poderosa Igreja Católica de então, e acabaram influenciando o surgimento da Igreja Protestante, lutando contra a cobrança de indulgências (salvação) e contra a SIMONIA - venda de artigos falsamente sagrados, originada na história de Simão, um Mago que foi batizado por Felipe e passou a andar com ele. Pedro e João, foram para Samaria ao ver que as pessoas estavam recebendo a Palavra de Deus. Lá oravam pelas pessoas, impondo-lhes as mãos, para receberem o Espírito Santo. Mas Simão queria comprar com dinheiro o Poder do Espírito Santo ao ver isso – At 8:18

A SIMONIA ainda está presente em muitas igrejas, até hoje, através através da VENDA DE FAVORES, VENDA DE BENÇÃOS, VENDA DE MILAGRES, VENDA DE CURAS, VENDA DE ARTIGOS MILAGROSOS, VENDA DE PROMESSAS. São abusos e manipulações que ocorrem dentro de muitas Igrejas Evangélicas, e até na Católica que deveriam ser severamente punidos temporal e espiritualmente, pois tais atos são vergonhosos e criminosos, visando enganar um povo que sofre e busca a Deus, através das Igrejas, tentando um alívio para seus sofrimentos e também a salvação de suas almas.

Lutero tinha plena consciência de seu papel no combate às heresias existentes no seio da Igreja. Na PRIMEIRA PARTE destes textos, discorri sobre a OBEDIÊNCIA E SUBMISSÃO ÀS AUTORIDADES CONSTITUÍDAS, tanto às autoridades eclesiásticas, como as autoridades temporais, desde que estejam agindo dentro da conformidade com Deus.

No Livro de Gálatas, Paulo enfrentou Pedro CARA A CARA, quando viu que ele estava deixando de agir na conformidade da Palavra de Deus.

E, chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível. Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando, e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão. Gl 2:11,12

Paulo viu que Pedro estava agindo errado perante Deus, pois Paulo notou que Pedro que comia com os gentios, vendo que Tiago ali chegara, com medo de repreensão por parte de Tiago, se afastou deles, o que acarretou uma forte repreensão de Paulo na presença de todos afirmando que Pedro mesmo sendo judeu e vivendo como os gentios, estava obrigando os gentios a viverem como judeus (Gl 2:14). E olha que Paulo não enfrentou qualquer um. Era PEDRO, que era ninguém mais que o líder escolhido para levar a Igreja aos gentios (AT 15:7).

Com certeza a Carta de Paulo aos Gálatas, e o Conflito de Antioquia, que foi emblemático e se tornou um paradigma para a Igreja e para as consciências individuais, mostrando que os conflitos podem ser uma oportunidade para se resolver as dificuldades e não como algo a ser recusado se acovardando e não enfrentando os problemas. A Carta aos Gálatas em especial o Capítulo 2 Versículos 11,12, sempre ocupou um lugar especial na vida de Lutero, desde que ele ainda era um monge. Lutero considerava que Pedro cometera um grande erro e que Paulo estava coberto de razão ao repreendê-lo. Lutero era relativamente jovem naquele período, mas a leitura e a inspiração recebidas por esta carta, o fizeram se encher de coragem para enfrentar os PECADOS DA PODEROSA IGREJA CATÓLICA E AS AUTORIDADES ECLESIÁSTICAS naquela época, mesmo correndo risco de morte ou excomunhão


 
 
 

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