Em defesa da fé. Em defesa de Cristo. Em defesa da Igreja – Parte 2
- Por: Benjamin Maia
- 14 de jun. de 2020
- 15 min de leitura
Na primeira parte, mostrei que devemos sempre procurar obedecer às AUTORIDADES CONSTITUÍDAS, desde que elas não contrariem a VONTADE DE DEUS, e não firam Seus nobres e Santos Preceitos, andando em conformidade com a Palavra de Deus e com Justiça para si e para o povo que dependem de suas decisões. Também mostrei que o próprio Deus constituiu Reis e Imperadores para governar a Terra e/ou levar Seu Juízo às nações ou até para Seu próprio povo (Israel), ora castigando-os, ora trazendo para eles a guerra, ora levando-os cativos, mas sempre deixando um remanescente ou cuidando para que, mais adiante, houvesse um livramento do cativeiro, usando Seu Poder sobrenatural, ou mesmo outros Reis para libertar Seu povo, como fez com Ciro, a quem Ele mesmo chamou de “O MEU UNGIDO”(Is 45:1).
Deus também favoreceu outros Imperadores, como Nabucodonosor, Dario, o Faraó Neco, permitindo que governassem suas nações com mão forte e mantivessem domínio sobre outros povos. Um a um foram se levantando, e um a um foram caindo, segundo a permissão de Deus. Exceção podemos dar ao Faraó Neco, pois apesar dele cumprir o que Deus lhe ordenara (II Cr 35:20,21), o Império Egípcio já estava em decadência, e acabou caindo pelas mãos de Nabucodonosor, sendo obrigado a retornar para as antigas fronteiras egípcias, ficando subjugado pelo Império Babilônico.
QUANDO DEUS COLOCA BONS GOVERNANTES, ELE QUER ABENÇOAR UMA NAÇÃO.
QUANDO DEUS COLOCA MAUS GOVERNANTES, ELE QUER CASTIGAR UMA NAÇÃO.
Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo geme. Provérbios 29:2
Quando a nação tem líderes inteligentes e sensatos, ela se torna forte e firme; mas, quando a nação peca, ela muda de governo a toda hora. Um pobre que explora outros pobres é como a chuva que destrói tudo e acaba com as colheitas. Quem não respeita a lei de Deus está do lado dos maus, mas quem lhe obedece está contra eles. Os maus não sabem o que é justiça, mas os que procuram conhecer a vontade do SENHOR sabem muito bem. É melhor ser pobre e honesto do que rico e desonesto. Provérbios 28:2-26 NTLH
No Livro de 1 Crônicas 21, Deus mostra que quando o Rei peca o povo acaba pagando. Satanás, vendo que criaria problemas para Davi, levando-o a determinar um recenseamento em Israel. Mas não era determinação de Deus.
Davi deu a Joabe e aos outros oficiais a seguinte ordem:
— Vão por toda a terra de Israel, desde o Norte até o Sul, e façam a contagem do povo. Eu quero saber quantos somos.
Mas Joabe respondeu:
— Que o Senhor, nosso Deus, faça o povo de Israel cem vezes mais numeroso do que é agora! Ó rei, todos eles são seus servidores. Por que é que o senhor quer fazer isso e tornar culpada toda a nossa nação?
Mas o rei fez com que Joabe obedecesse à sua ordem.
O que foi feito desagradou a Deus, e por isso ele castigou o povo de Israel.
Então Davi disse:
— Ó Deus, eu cometi um pecado terrível quando mandei contar o povo. Por favor, perdoa-me! O que fiz foi uma loucura.
Então o Senhor Deus disse a Gade, o profeta de Davi:
Vá e diga a Davi que eu dou a ele o direito de escolher uma de três coisas; aquilo que ele escolher eu farei.
Gade foi falar com Davi, contou o que o Senhor tinha dito e disse:
— Você pode escolher uma destas três coisas: TRÊS ANOS DE FOME, TRÊS MESES FUGINDO DOS EXÉRCITOS DOS SEUS INIMIGOS OU TRÊS DIAS NOS QUAIS O SENHOR ATACARÁ VOCÊ COM A ESPADA DELE, MANDANDO PESTE PARA A TERRA DE ISRAEL E USANDO O SEU ANJO PARA TRAZER A MORTE POR TODO O PAÍS. O QUE VOCÊ PREFERE? Que resposta devo dar a Deus?
Davi respondeu:
— Estou desesperado; porém não quero ser castigado por homens. Que o próprio Senhor me castigue porque ele é misericordioso!
Então Deus mandou que uma peste caísse sobre o povo de Israel, e morreram setenta mil israelitas. Depois mandou um anjo para destruir a cidade de Jerusalém, mas mudou de ideia e disse ao anjo:
— Pare! Já chega!
O anjo do Senhor estava perto do terreiro de malhar cereais que pertencia a Araúna, o jebuseu.
Davi olhou e viu o anjo no ar, segurando a sua espada, pronto para destruir Jerusalém. Então Davi e os líderes do povo, todos eles vestindo roupas feitas de pano grosseiro, ajoelharam-se e encostaram o rosto no chão. Aí Davi orou assim:
— Ó Deus, fui eu que errei. Fui eu quem mandou fazer o recenseamento. O que foi que essa pobre gente fez? Ó Senhor, meu Deus, castiga a mim e a minha família e poupa o teu povo!
Nesta segunda parte, abrangerei a luta pela fé e por Jesus, em um mundo completamente entregue às apostasias e ao pecado, e uma Igreja que tem lutado para ser fiel e verdadeira, em oposição à igrejas e obreiros que não são de Jesus, não obedecem e guardam a Palavra de Deus, vivendo em conformidade com o mundo e se entregando à vida e à paixões mundanas, recorrendo à deuses que têm olhos, mas não veem, têm boca, mas não falam e têm ouvidos, mas não ouvem (Sl 115:2-7; Jr 10:2-5). Aceitando em seu meio a adoração aos ídolos tão condenados pelo próprio Deus: “Maldito o homem que fizer imagem de escultura, ou de fundição, abominação ao Senhor, obra da mão do artífice, e a puser em um lugar escondido. E todo o povo, respondendo, dirá: Amém”. Dt 27:15
É óbvio que há lutas e guerras que não são de Deus e há perigos quando alguém resolve travá-las, como ocorreu com o Rei Josias, que se associou à Babilônia e saiu na peleja contra o Faraó Neco, que o advertiu orientado pelo próprio Deus, para que não saísse em peleja contra ele (Neco). Apesar de ter prometido que o Rei Josias morreria em paz, sua obstinação e desobediência lhe custaram a vida, mesmo tendo Deus o repreendido utilizando um ímpio como o Faraó Neco, para que não agisse daquela forma. Deus muitas vezes repreende os seus usando todos os meios possíveis. Chegou até mesmo a usar um jumento para advertir Balaão, e demovê-lo de seu intento de orientar o Rei Balaque, para tentar conter o avanço do povo de Deus (mas essas são outras Histórias).
Há lutas no Reino de Deus em todo momento. Tais lutas são travadas com armas espirituais, por que nossa luta – segundo a Palavra de Deus - não é contra a carne e o sangue. Mas contra os principados e potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Efésios 6:12
Também – segundo a Palavra de Deus – o mundo jaz no maligno (1 João 5:19), e por isso, muitas batalhas são travadas no campo material – mesmo que haja um evento espiritual por trás de cada uma delas. Guerras, doenças, fome, miséria, exploração do homem pelo homem, injustiças, perseguições, obras da carne, materialismo exacerbado, pois são coisas que estão no mundo, portanto, não são do Pai.
Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a CONCUPISCÊNCIA DA CARNE, A CONCUPISCÊNCIA DOS OLHOS E A SOBERBA DA VIDA, não é do Pai, mas do mundo. 1 Jo 2:15,16
Uma grande guerra espiritual entre o PECADO e a GRAÇA. Muitas almas têm sido governadas por Satanás, através deste IMPÉRIO DE PECADO. Com relação a isso, não podemos ficar em cima do muro, ou somos amigos de Cristo e livres, ou somos amigos do mundo e escravos de Satanás, pois segundo o Apóstolo Tiago afirmou, quem quer ser amigo do mundo, automaticamente será inimigo de Deus – Tiago 4:4
O pecado nos priva e nos afasta da presença de Deus, criando um abismo que nos distancia do Projeto de Deus – Isaías 59-2. Paulo afirmou no Livro de Romanos, que O SALÁRIO DO PECADO É A MORTE – Rm 6:23
Por isso que todos os pecados praticamente vêm das TRÊS CONCUPISCÊNCIAS:
01 - DO OLHAR – os olhos são a janela de nossa alma e porta de entrada para a maioria dos pecados;
02 – DA CARNE – de onde vêm a maioria de nossas paixões desordenadas, devido à nossa condição e natureza humana caída;
03 – SOBERBA DA VIDA – o próprio Jesus falou que é mais fácil passar um camelo num orifício de uma agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus. Há uma clara inversão de valores, pois vivemos num mundo onde as pessoas amam as coisas e usam as pessoas, como se fossem objetos. Um frenético TER que é mais importante que o SER.
Mas o que isso tem a ver com DEFESA DA FÉ, DE CRISTO E DA IGREJA? Tudo, pois o pecado tem pervertido e levado muitos irmãos de fé a decair e se perder, abandonando o Caminho de Deus. E o Sistema Mundial, controlado por Satanás, muitas vezes é utilizado para tirar o verdadeiro cristão do Caminho de Deus, levando-o até a correr o risco de perder a Salvação.
O inimigo espreita como um leão, buscando a quem possa tragar – 1 Pe 5:8
Deus usa o próprio Sistema mundano para fazer com que Seus planos sejam cumpridos, para que Seu nome seja glorificado e para que não haja nenhuma dúvida de que é Ele que está por trás e controla tudo, mesmo que Satanás pense que está no controle do mundo.
Através da História de Ester, Deus mostra quão valorosa deve ser nossa luta por vivermos um cristianismo longe do pecado, das transgressões e buscando Justiça, através da oração, das súplicas e até mesmo da luta por nossas próprias vidas. A história começa a ser escrita com a negativa da Rainha Vasti em participar do banquete real que estava sendo dado por Assuero (também conhecido como Xerxes), um monarca persa que reinou por 127 províncias, desde a Índia até a Etiópia. Já no sétimo dia de festa, e tomado pelo vinho, ordenou o Rei que viesse à sua presença, a Rainha Vasti, a fim de mostrar sua beleza e formosura aos povos e aos príncipes que lá estavam. Porém a Rainha Vasti se recusou a ir na presença do Rei, o que irou muito o monarca.
Perguntando o Rei aos sábios sobre como deveria proceder, pois a Rainha Vasti envergonhara o Rei na presença dos seus convidados, os sábios afirmaram que ela não apenas pecou contra o Rei, mas contra todos os convidados e contra todos os povos que há nas províncias do Rei, pois essa notícia poderia se espalhar e a autoridade dos maridos perante as mulheres poderia ser contestada quando quisessem, já que a Rainha não obedecera o Rei. Convenceram o Rei a baixar um Edito proibindo a Rainha Vasti de entrar na presença do Rei para sempre. Assim não haveria mais riscos de contestação.
Passada sua indignação, o Rei lembrou de Vasti, do que fizera e também de seu Decreto a respeito dela, já que, segundo a tradição persa, um Decreto do Rei não poderia ser revogado. Os jovens do Rei o convenceram a buscar uma nova Rainha para reinar no lugar de Vasti, enviando comissários em todas as Províncias de seu Reino para buscar moças virgens e formosas, reunindo-as na fortaleza de Susã, na casa das mulheres. A moça que bem parecesse aos olhos do Rei, seria a nova Rainha.
Na fortaleza de Susã, havia um homem judeu, cujo nome era Mardoqueu, que fora transportado de Jerusalém com os cativos por Nabucodonosor. Mardoqueu criava sua sobrinha Ester, moça bela de aparência e formosa à vista. Com a divulgação do Mandato do Rei, Ester foi levada junto com muitas moças para a Fortaleza de Susã. Hegai, o eunuco se agradou com Ester e este logo lhe deu seus enfeites, adornos e alimentos, dispensando sete moças da casa do Rei para acompanhar Ester, durante os doze meses que eles consideravam como necessários para a purificação. Conforme orientação de Hegai, Ester nada pediu ao Rei, e este ficou muito agradado dela, fazendo-a sua Rainha, no lugar de Vasti.
Ester, embora elevada à condição de Rainha, não ficou orgulhosa e nem se envaideceu por causa de sua posição social e do poder que acabara de receber. Ao contrário, continuava ouvindo os conselhos de seu tio Mardoqueu, sempre com humildade, não menosprezando sua tradição espiritual. Mas ao contrário, manifestava sempre um espírito de mansidão, humildade e submissão, mesmo tendo se tornado Rainha. Mardoqueu, que sempre se assentava à porta do Rei, ouviu que dois eunucos buscavam conspirar contra o Rei. Mardoqueu levou o fato ao conhecimento de Ester, que levou ao Rei, em nome de Mardoqueu. Descoberta a conspiração, seus partícipes foram presos e enforcados, ficando escrito no Livro das Crônicas perante o Rei. Mas quis o destino que o exaltado fosse Hamã, que foi elevado ao cargo de Grão Vizir. O Rei pôs seu lugar acima de todos os príncipes que estavam com ele. Mardoqueu ficou no esquecimento. Quando Hamã passava à porta do Rei, todos os servos do Rei se inclinavam a ele, menos Mardoqueu. Pois em sua lealdade a Deus, Mardoqueu recusou-se a inclinar-se perante Hamã, uma homenagem a alguém que não merecia, ou mesmo uma homenagem que conflitava com os atos religiosos que os judeus reservavam exclusivamente à adoração a Deus. Por isso Mardoqueu não concordou em curvar-se ou prostrar-se diante de Hamã. Outros servos do Rei, lhe perguntaram por que ele não se curvava a Hamã. Como resposta, Mardoqueu afirmava que era judeu. Ele sabia que Deus os enviara ao cativeiro babilônico para que fossem purificados e ficassem livres das idolatrias. Nos Livros de Neemias e Esdras está registrado que os judeus que voltaram a Jerusalém, tinham aprendido a lição e queriam um culto livre de idolatrias. O Livro de Ester mostra que até os que não retornaram haviam aprendido a lição. Naquela época, ser judeu tinha um significado muito importante, pois eles se recusavam a curvar-se perante qualquer ídolo ou homem. Tal lição também deveria servir para nós cristãos. Assim como Mardoqueu, nós devemos tomar uma posição firme e pública ao lado de Jesus e dos Santos padrões de Sua Palavra, no meio das constantes pressões da sociedade mundana e das concessões que a Igreja faz para aceitar ou não perder seus membros.
Tornando-se Grão Vizir, Hamã maquinou uma conspiração sinistra visando o extermínio de todos os judeus que lá viviam. Numa conspiração genocida contra a raça judaica que só tem paralelos com a de Antíoco Epifânio no Século II AC (Dn 11:28), na conspiração de Hitler na II Grande Guerra, e na conspiração do Anti Cristo que virá no fim da presente era, o qual procurará exterminar todos os cristãos e judeus (Ap 13:15-18).
Hamã conseguiu convencer Assuero que existia um povo espalhados entre todos os povos das províncias, cujas leis eram diferentes das leis de todos os povos e que não cumpria as leis do Rei. Sugerindo ao rei que editasse um Decreto para que os outros povos fossem autorizados a matar todos os judeus espalhados nas Províncias. Hamã observou que havia algo naquele povo, que os diferenciava dos outros povos. Tal ‘diferença’ era devido ao propósito outorgado por Deus a Israel, que os tornava diferente de todos os outros povos. Era um novo concerto, que obrigava o povo a ser santo e separado por Deus, que seria um povo diferente pois fora adquirido por Deus (1Pe 2:9). Hamã viu que era um povo especial, e os odiou por isso. Do mesmo modo hoje, o mundo odeia o povo de Deus, pois geralmente os cristãos são DIFERENTES, SANTOS E JUSTOS (Jo 15:08-25)
Tomado pela ira, Hamã lançou sorte de dados (PUR), para determinar um dia da sorte, em que iria destruir os judeus. Decorreu quase um ano entre o dia que Hamã lançou sorte e a execução do seu plano. Tempo suficiente
para que a Providência Divina fosse trabalhada e Mardoqueu e Ester neutralizassem a ação maligna de Hamã.
Sabendo tudo o que havia passado, Mardoqueu “rasgou suas vestes e vestiu-se com um pano de saco com cinza, saindo pelo meio da cidade e clamando com grande amargura”. Ficou diante da porta, pois ninguém vestido de pano de saco podia entrar pelas portas do Rei. Houve um grande luto com jejum, choro e lamentações em todas as províncias aonde a palavra do Rei e a sua Lei chegavam. As moças de Ester e os seus eunucos lhe contaram o que estava ocorrendo. A Rainha muito se doeu e mandou vestes para lhe vestir, mas ele não aceitou. Então ela mandou Hataque (um dos eunucos que o Rei havia posto em sua presença), orientando-lhe a saber o que e para que era aquilo. Mardoqueu lhe contou tudo o que estava ocorrendo, assim como a oferta da prata que Hamã dissera que daria para o tesouro do Rei, em troca da vida dos judeus. Deu-lhe também uma cópia da Lei escrita que fora publicada em Susã para os destruir. Ester mandou dizer a Mardoqueu que todos sabem que para todo homem ou mulher que entrar na presença do Rei sem ser chamado, a sentença seria de morte, salvo se o Rei estender para a pessoa seu cetro de ouro, para que viva. Mardoqueu então, mandou novo recado para Ester dizendo que ela não deveria se calar naquele momento, e que se ela assim fizesse, socorro e livramento viriam de outra parte, mas ela e a casa do pai dela pereceriam, indagando que quem poderia saber se para um tempo como este, ela teria chegado ao Reino de Assuero. Ester orientou Mardoqueu para que todos os judeus que se achavam em Susã não comessem nem bebessem nada por três dias, e ela faria o mesmo, junto com as moças, para que ela pudesse entrar na presença do Rei, arriscando ser morta. (Et 4:1-17)
Ao terceiro dia Ester vestiu suas vestes reais e se pôs no pátio interior da casa do Rei, em frente a seu aposento. Sentado em seu trono, o Rei viu a Rainha Ester no pátio, e ela alcançou a graça do Rei, pois o mesmo apontou com o cetro de ouro que tinha em sua mão e Ester tocou a ponta do cetro. O Rei então perguntou a ela qual seria sua petição, prometendo dar-lhe até metade do seu reino. Ela então convidou o Rei e Hamã para um banquete que ela preparara e lá ela revelaria sua petição. Hamã saiu da presença do rei alegre e de bom ânimo, com o orgulho inflado, acreditando que mais uma vez seria favorecido pelo Rei. Embora ele possuísse muita riqueza, glória, poder e posição social no reinado de Assuero, ele era um homem insatisfeito e descontente. Por outro lado, Mardoqueu tinha força de caráter, convicções religiosas e confiança no seu Deus. Dentro de si, Hamã sabia que Mardoqueu era melhor que ele. Por isso o odiava. Aos olhos de Deus, a grandeza nunca consiste na riqueza, no poder ou na condição social, mas na fidelidade, na dedicação a Ele e NA LUTA EM PROL DOS SEUS JUSTO PROPÓSITOS NA TERRA. Pois a verdadeira grandeza do ser humano é uma questão de nosso ser interior e do coração, na expressão da fé e do amor a Cristo, em sincera humildade, no desejo de servir tanto a Deus, quanto aos homens, e na disposição de ser considerado o menos importante no Reino de Deus. (Fp 2:3)
O MAIOR SERÁ O MENOR - E ele lhes disse: Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que têm autoridade sobre eles são chamados benfeitores. Mas não sereis vós assim; antes o maior entre vós seja como o menor; e quem governa como quem serve. Pois qual é maior: quem está à mesa, ou quem serve? Porventura não é quem está à mesa? Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve. Lucas 22:25-27
A Providência Divina é mostrada claramente quando Deus usou a insônia do Rei Assuero para efetuar a elevação de Mardoqueu pelo seu próprio inimigo. Pois Deus zela de dia e de noite pelos que lhe são fiéis. O Rei Assuero, sem conseguir dormir, mandou trazer o livro das memórias das crônicas, e o leram diante dele. Lá ele achou escrito que foi Mardoqueu que tinha dado a notícia que os dois eunucos estariam tramando contra o Rei. Então disse o Rei: “que honra e galardão se deu por isso a Mardoqueu?” E seus jovens disseram: “coisa nenhuma Senhor”. Assuero perguntou quem estava no pátio. Era Hamã, que entrara no pátio para comunicar o Rei que enforcaria Mardoqueu na forca que lhe tinha preparado. Os jovens lhe responderam que era Hamã. Assuero mandou que entrasse. Ao entrar Hamã, o Rei perguntou o que se deveria fazer ao homem de cuja honra o Rei se agrada. Acreditando que seria com ele, Hamã falou para vesti-lo com a veste real que o Rei costuma vestir, montá-lo no cavalo em que o Rei costuma montar e pôr a coroa real na sua cabeça.
Naquele mesmo dia, o Rei Assuero entregou à Rainha Ester, a casa de Hamã, inimigo dos judeus. Mardoqueu veio perante o Rei, após Ester declarar o que ele era. Então, o Rei tirou o seu anel, que tinha tomado a Hamã e o deu a Mardoqueu, pondo-o sobre a casa de Hamã. Ester se prostrou aos pés do Rei, implorando para que ele revogasse a maldade de Hamã, que havia intentado grande maldade contra o povo de Israel. O Rei concedeu que Ester falasse, e ela pediu-lhe para que revogue as cartas e o intento de Hamã, que visavam exterminar todos os judeus das províncias do Rei.
Hamã foi enforcado na mesma forca que preparara para Mardoqueu como resultado da justa intervenção de Deus, mas o Decreto real não poderia ser revogado, nem pelo próprio Rei. Então o Rei, determinou para Mardoqueu, baixar um outro Decreto, desta vez direcionado para todos os judeus, concedendo a eles o direito de se reunir e defender suas vidas, autorizando-os a destruir, a matar e a assolar todas as forças do povo e províncias que contra eles ficassem. Autorizando-os também a ficar com seus despojos. Muitas vezes, Deus opera o livramento de Seu povo, contando com sua fiel participação. Ele está sempre com Seu povo para lhe prover livramento. Aqui, Deus livrou Israel através de uma ação Divina, contando com a cooperação de Seu povo, que Lhe foi fiel.
Deus não somente capacitou os judeus a se defenderem, como também fez os habitantes das terras temerem os judeus. Devido à conspiração maligna de Hamã, Deus capacitou seu povo a lutar e a resistir, tornando-se mais respeitados nas sátrapas do Rei. A destruição dos inimigos de Israel no dia determinado pelo Decreto real foi uma autodefesa determinada. O povo judeu foi envolvido numa situação em que teve que lutar para salvar suas vidas. Resistiram aos seus destruidores, mas demonstraram moderação ao não aceitar tocar nos seus despojos.
No Livro de Ester, em seus 10 Capítulos, o nome de Deus não é citado. Mas em todo o Livro, Deus aparece nas entrelinhas do texto, trabalhando e MUDANDO A SORTE DO SEU POVO. Por isso, até hoje, é celebrada a FESTA DE PURIM, que significa SORTE, comemorando o livramento de Deus em favor do povo, salvando-os da conspiração maligna de Hamã, visando exterminá-los da face da terra. A festa chamou-se PURIM pare relembrar que Hamã usou a prática de “Pur” (lançar sorte), para determinar qual seria a data de destruição do povo de Israel. Durante os dois dias da festa é lido o Livro de Ester, onde todos comemoram batendo palmas e vibrando quando são citados os nomes de Ester e Mardoqueu, mas quando é citado o nome de Hamã, eles vaiam e batem os pés.


Comentários