Em defesa da fé. Em defesa de Cristo. Em defesa da Igreja – Parte 5
- Por: Benjamin Maia
- 14 de jun. de 2020
- 9 min de leitura

Na primeira parte, mostrei que devemos sempre procurar obedecer às AUTORIDADES CONSTITUÍDAS, desde que elas não contrariem a VONTADE DE DEUS, e não firam Seus nobres e Santos Preceitos, andando em conformidade com a Palavra de Deus e com Justiça para si e para o povo que depende de suas decisões.
Na segunda parte, mostrei a luta pela fé e por Jesus, em um mundo completamente entregue às apostasias e ao pecado, e uma Igreja que tem lutado para ser fiel e verdadeira, em oposição à igrejas e obreiros que não são de Jesus, não obedecem e guardam a Palavra de Deus, vivendo em conformidade com o mundo e se entregando à vida e à paixões mundanas, recorrendo à deuses que têm olhos, mas não vêem, têm boca, mas não falam e têm ouvidos, mas não ouvem (Sl 115:2-7; Jr 10:2-5). Também mostrei como Deus opera no meio de seu povo, para lhe proporcionar livramento de perseguições e ameaças à suas vidas e integridade. Através da História de Ester, Deus mostrou que uma das formas de levar Glória ao Seu Santo nome não é apenas impedindo alguma coisa contra seu povo, mas capacitando-o e autorizando-o a LUTAR E A SE DEFENDER CONTRA SEUS INIMIGOS.
Na terceira parte mostrei como Satanás foi derrotado por Jesus na cruz, porque acreditou que se o matasse acabaria com os planos de Salvação de Deus para com a humanidade. Tal ato logrou fracasso pois, ao invés de frustrar os planos de Deus, Satanás fez exatamente o que Deus queria, pois com sua morte na cruz, Jesus pôde se tornar o primogênito de uma nova raça. Assim como Adão foi o primeiro homem que veio como alma vivente, Jesus foi o último Adão que veio como espírito vivificante. Mostrei também como a fé cristã vem sendo atacada há muito tempo, principalmente neste último período em que estamos vivendo, onde as apostasias aumentaram muito, e como o cristão deve se posicionar para fazer a defesa de sua fé.
Na quarta parte falei sobre a luta de Martinho Lutero contra as heresias e apostasias de uma Igreja Católica que há muito já estava pervertida e desviada do caminho de Deus e de sua sã doutrina, principalmente através da venda de indulgências e as práticas de simonia, que infelizmente até hoje ainda está presente em muitas igrejas, através da VENDA DE FAVORES, VENDA DE BENÇÃOS, VENDA DE MILAGRES, VENDA DE CURAS, VENDA DE ARTIGOS MILAGROSOS, VENDA DE PROMESSAS. São abusos e manipulações que ocorrem dentro de muitas Igrejas Evangélicas e Católicas, que deveriam ser severamente punidos temporal e espiritualmente, pois tais atos são vergonhosos e criminosos, visando enganar um povo que sofre e busca a Deus, através das Igrejas, tentando um alívio para seus sofrimentos e também a salvação de suas almas.
A nossa mente tem que estar cativa em Cristo, a nossa consciência tem que estar firmada de maneira que não seja afetada na hora de defender a fé. Que deve ser defendida com temor a Deus, não aceitando negociar a verdade. Devemos agir com mansidão para com os homens, e com boa consciência, pois Deus é Santo e não temos autoridade para mudar aquilo que Ele determina.
Batalha espiritual - Pr Hernandes Dias Lopes
No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Efésios 6:10-13
Nesta parte, falarei sobre como o Espírito Santo de Deus, nos inspira, nos dá autoridade e capacidade para enfrentar, em nome de Jesus, esta luta "que não é contra o sangue e nem contra a carne, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais"... Efésios 6:12
No Livro de Gálatas, a Palavra de Deus é bem clara ao se referir àqueles que querem anunciar um Evangelho que não é de Cristo: “SEJA ANÁTEMA”. Ser anátema significa estar sob maldição Divina, condenado à destruição e que será alvo da ira Divina e da condenação eterna.
Inspirado pelo Espírito Santo Paulo revela a atitude de julgamento e indignação para com aqueles que procuram perverter o Evangelho original de Cristo (Gl 1:7) e mudar a verdade do testemunho apostólico. Igual atitude evidenciava-se em Jesus Cristo (Mt 23:13), quando Jesus falou claramente: “AI DE VÓS, ESCRIBAS E FARISEUS...”, que se constitui na mais severa denúncia contra os líderes religiosos e falsos mestres que rejeitavam, em parte, a Palavra de Deus, substituindo a revelação divina por suas próprias ideias e interpretações (Mt 23:23-28). A posição de Jesus não é tolerante e liberal dos acomodados que não compartilham do clamor do coração do Senhor por fidelidade à Palavra de Deus. Cristo não era um pregador tímido que tolerava o pecado. Em tudo ele foi fiel à sua missão de combater o mal (Mt 21:12,13) e denunciar o pecado e a corrupção, mesmo entre gente importante (Mt 23:23-25);
O amor de Jesus pelas Escrituras inspiradas, do Seu Pai, bem como pelos que estavam sendo arruinados pela distorção delas (Mt 15:2,3 Mt 18:6,7 Mt 23:13-15), era tão grande que o levou a usar palavras tais como “HIPÓCRITAS”, “FILHOS DO INFERNO”, “CONDUTORES CEGOS”, “INSENSATOS”, “CHEIOS DE RAPINA E DE INIQUIDADE”, “LIMPOS SÓ NO EXTERIOR”, “SEPULCROS CAIADOS”, “IMUNDÍCIA”, “RAÇA DE VÍBORAS” E “ASSASSINOS”.
Embora severas e condenatórias, estas palavras foram ditas com profunda dor (Mt 23:37), pois Jesus morreu também por essas pessoas a quem tais palavras foram dirigidas (Rm 5:6-8);
Jesus descreve o caráter dos falsos mestres e pregadores como os dos ministros que buscam popularidade, importância e atenção das pessoas (Mt 23:5), que amam honrarias e títulos (Mt 23:6,7) e que, com o evangelho distorcido que pregam, impedem as pessoas de entrar no Céu (Mt 23:13). São religiosos profissionais que, na aparência são espirituais e santos, mas que, na realidade, são iníquos (Mt 23:14,25-27). Falam bem dos líderes espirituais piedosos do passado, mas não seguem as suas práticas nem a sua dedicação a Deus e à Sua Palavra e Justiça (Mt 23:29-30);
A Bíblia ordena aos cristãos a se acautelarem desses falsos dirigentes religiosos; a considera-los incrédulos e malditos (Gl 1:9) e a não dar apoio ao seu Ministério e a não ter comunhão com eles (2 Jo 9-11);
Cristãos que em nome do amor, da tolerância, ou da união, não procedem nesses casos como Jesus, quanto aos que corrompem os ensinos de Cristo e das Escrituras (Gl 1:6,7), participam das más ações dos falsos profetas e mestres (2 Jo 10,11);
Isaías não se achava merecedor, chegando a se achar ‘maldito’, ao se referir a si falando “AI DE MIM” (Is 6:5). Tecnicamente falando, a palavra “AI” tipificava uma maldição. Isaías narrou os SEIS Ais (Is 5:8,11,20,21,22), contra o povo de Deus que estava perdido nas apostasias, na desobediência e no pecado.
Na realidade o que tem acontecido, principalmente nos últimos tempos, é que parece que as pessoas perderam o medo da Ira e do Juízo de Deus. Na Bíblia vemos muitos exemplos de como os homens que guiavam suas vidas de acordo com a vontade de Deus o temiam.
- Moisés temeu ao ver a Glória de Deus (Ex 3:6);
- João, ao se ver na presença de Deus, caiu como morto (Ap 1:17).
Todo aquele que segue Jesus Cristo, ama o seu Evangelho, conforme é revelado na Palavra de Deus, e crê que o Evangelho é imprescindível boa obra de salvação para o mundo perdido do pecado (Rm 10:14,15)
Malditos (anátema) são todos que pregam um Evangelho contrário à mensagem que Paulo pregava de acordo com a revelação que Cristo lhe dera (Gl 1:11,12), pois falsos mestres foram aos gálatas procurando persuadi-los a rejeitar os ensinos de Paulo e aceitar “outro Evangelho”. Este Evangelho diferente consistia não somente em crer em Cristo, mas também ligar-se à fé judaica mediante a circuncisão (Gl 5:2), as obras da Lei (Gl 3:5) e a guarda dos dias santos judaicos (Gl 4:10).
A Bíblia afirma claramente que há um só Evangelho, “o Evangelho de Cristo” (Gl 1:7). Este Evangelho nos veio “pela revelação de Jesus Cristo” (Gl 1:12) e pela inspiração do Espírito Santo. O Evangelho é definido e revelado na Bíblia como A PALAVRA DE DEUS .
Quaisquer ensinos, doutrinas, ou ideias que, originados em pessoas, igrejas ou tradições, e que não estejam expressos ou subentendidos na Palavra de Deus, não podem ser incluídos no Evangelho de Cristo (Gl 1:11). Misturá-los com o conteúdo original do Evangelho é “transtornar o Evangelho de Cristo” (Gl 1:7).
Quem acrescenta ou tira algo do Evangelho original e fundamental de Cristo e dos Apóstolos, fica sujeito à maldição Divina:
“DEUS TIRARÁ A SUA PARTE DO LIVRO DA VIDA” (Ap 22:18,19).
Deus ordena aos cristãos a defenderem a fé (Jd 3). Quando Judas, irmão de Tiago que eram meio irmãos de Jesus, fala em “BATALHAR PELA FÉ”, ele descreve a luta que o cristão deve travar na defesa da fé. Significa literalmente “contender”, “estar sob muita pressão”, ou “travar uma luta”. Devemos esforçar-nos ao máximo na defesa da Palavra de Deus e da fé segundo o Novo Testamento, mesmo se isso nos for custoso e agonizante. Devemos negar-nos a nós mesmos e, se necessário for, sofrer o martírio em prol do Evangelho (2 Tm 4:7). Batalhar pela fé significa tomar posição firme contra aqueles que, dentro da igreja visível, negam a autoridade da Bíblia ou distorcem a fé original anunciada por Cristo e pelos Apóstolos, significa também pregar essa fé como verdade redentora a todos os povos. Quem é leal a Cristo e à fé integral do Novo Testamento, nunca deve permitir que sua mensagem seja enfraquecida, caso a sua autoridade seja comprometida, sua verdade distorcida e seu poder e suas promessas enfraquecidas mediante explicações forjadas.
Claramente Deus ordena os cristãos a corrigir os irmãos que estão errados com amor (2Tm 2:25,26), e a se separarem dos MESTRES, PASTORES E OUTROS que na Igreja negam as verdades bíblicas fundamentais ensinadas por Jesus e os Apóstolos. Verdades que são:
A deidade de Cristo e seu nascimento virginal;
A plena inspiração e autoridade da Palavra de Deus em tudo quanto ela ensina;
A historicidade da queda de Adão;
A corrupção inerente na natureza humana;
A condição perdida da raça humana sem Cristo (At 4:12 Rm 1:16-32 Rm 10:13-15);
A salvação pela graça mediante a fé em Cristo como Senhor e Salvador efetuada pela expiação através de sua morte e do seu sangue (Rm 3:24,25 Rm 5:10);
A ressurreição corporal de Cristo (Mt 28:6 1Co 15:3,4);
A realidade histórica dos milagres, tanto do Antigo, quanto do Novo Testamento (1 Co 10:1)
A realidade da existência de Satanás e dos demônios como seres de ordem espiritual (Mt 4:1 Mt 8:28 2Co 4:4 Ef 2:2 Ef 6:11-18 1 Pe 5:8)
O ensino bíblico a respeito do inferno (Mt 10:28);
A volta literal de Jesus Cristo à terra (Jo 14:3 At 1:11 1Co 1:7 Ap 19:11);
Para concluirmos, fica algumas perguntas:
POR QUE PRECISAMOS DEFENDER NOSSA FÉ?
POR QUE PRECISAMOS DEFENDER CRISTO?
POR QUE PRECISAMOS DEFENDER A IGREJA?
Deus não precisa de nossa defesa, já que como dizia Charles Spurgeon:
AS ESCRITURAS SÃO UM LEÃO PARA SER SOLTO.
“Seria o mesmo que defender um leão. Simplesmente dê liberdade à Bíblia. Ela defenderá a si mesma”!
Ao refletir sobre o Salmo 119, Spurgeon perguntou: “o que é a verdade”? A única resposta para essa pergunta é obtida nas Sagradas Escrituras. Elas não são apenas a única verdade. Elas são a verdade em si. Nós não podemos dizer que elas contém a verdade, mas sim que elas SÃO A VERDADE, pois assim está escrito no Livro de João 17:17 - Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.
Portanto, precisamos defender nossa fé, primeiramente por causa defesa da Glória de Deus, pois somos filhos Dele, e precisamos nos importar em defendê-la. Também precisamos defender nossa fé, por causa de todos aqueles que decidem abraçar a fé cristã. Muitos irmãos são neófitos na fé, sabem pouco, e precisam do apoio daqueles mais experimentados para reforçar sua fé e se manterem dentro da sã doutrina. Para que eles não sejam levados por qualquer vento de vãs filosofias e doutrinas erradas.
Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Efésios 4:14
C.S. Lewis em seu livro Cristianismo Puro e Simples, afirmou:
“...não busco converter ninguém à minha posição. Desde que me tornei cristão, penso que o melhor serviço, talvez o único, que posso prestar a meus semelhantes incrédulos seja explicar e defender a fé comum a praticamente todos os cristãos em todos os tempos”.

Bem-aventurados são os que sofrem perseguições por causa da Justiça, porque deles é o Reino dos Céus – Mt 5:10. Na passagem da Primeira Carta de Pedro, dirigida aos diversos “estrangeiros” dispersos nas províncias romanas, da Ásia Menor, buscando lembrar-lhes que eles são, assim como nós, “peregrinos e forasteiros” (1Pe 2:11), cuja caminhada sofre muitas injustiças em um mundo hostil a tudo o que se refere ao nome de Jesus Cristo. E justamente nesta passagem ele lembra que se eles seguirem o bem, não há ninguém que possa lhes fazer mal. E que eles seriam bem-aventurados se sofrerem perseguições por amor à justiça. Mostrando que é melhor padecer fazendo o bem (de acordo com a vontade de Deus), do que fazendo o mal.
Que o amor de Deus e a Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo, possa habitar em nossos corações...


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